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Greater London – Grande Londres – cobre uma área de 1.584 km2 e é a menor das 9 regiões de Inglaterra. Tem uma população de 7,2 milhões de habitantes e representa a área metropolitana da Londres. Apesar de predominantemente branca e anglo-saxã, mais de um quarto da população tem distintas origens étnicas. Londres é por isso uma das cidades mais cosmopolitas do mundo. O Rio Tamisa divide a cidade em dois, sendo o centro (Central London) usualmente descrito como dentro dentro do círculo desenhado pela linha de metro “Circle Line” na margem norte. A cidade está dividida administrativamente em “boroughs” (equivalente a freguesias) que são governados individulamente por conselhos. Existem 32 “boroughs” mais a City of London que tem uma administração especial dirigida pela Corporation of London, que incorpora entidades do mundo financeiro. Inner London compreende a City of London e os “boroughs” de City of Westminster, Kensington e Chelsea, Hammersmith e Fulham, Wandsworth, Lambeth, Southwark, Tower Hamlets, Hackney, Islington, Camden, Lewisham e Greenwich. A maior parte das atracções históricas e culturais encontram-se na City of London e City of Westminster. Mas muitos visitantes procuram também outras atracções em lugares como Kensington, Camden, Greenwich e as modernas Docas (Docklands). Existem 4 monumentos que são património mundial em Londres – Palácio de Westminster, Torre de Londres, Greenwich e Kew Gardens.

Londres

Londres foi estabelecida como ‘Londinium’ em 43 DC pelos Romanos. Pelo século IV o Império Romano estava em decadência e em 410 os romanos abandonaram a cidade, deixando-a à mercê de invasores saxões. Em 841 e 851, os vikings dinamarqueses atacaram e em 1016 o líder Canute tornou-se Rei de Inglaterra. Londres foi designada a capital, posição que manteve desde então até hoje. Em 1348 a cidade foi atingida pela peste espalhada por toda a Europa. Nos reinados dos Tudor, Londres começou a prosperar e a população voltou a crescer. Sob o reinado de Elizabeth I (1558-1603) Londres viu emergir o Renascimento Inglês. Os bons tempos terminaram abruptamente com a Grande Praga de 1665 que causou a morte de 100.000. Em 1666, Londres sofreu ainda o Grande Incêndio que destruiu 80% da cidade. A grande reconstrução foi um dos grandes feitos de Londres e extinguiu virtualmente todos os vestígios da cidade medieval. A expansão da cidade continuou com George I (1714-27). O volume de comércio triplicou e Londres era a maior cidade do mundo com quase 1 milhão de habitantes. O século XIX viu Londres como a capital de um império que se estendia a todos os cantos do mundo. A população cresceu de 1 milhão em 1801 para quase 7 milhões em 1901. O reinado da Rainha Victoria (1837-1901) coincidiu com o período de auge. Durante a 1ª Guerra Mundial (1914-18) Londres sofreu ataques aéreos, mas de dimensão insignificante quando comparada com a destruição da 2ª Guerra Mundial (1939-45). A cidade não estava preparada para os bombardeamentos massivos que duraram 57 noites consecutivas. Depois da guerra, muitos londrinos abandonaram a cidade originando um decréscimo da população. A imigração das antigas colónias resolveu alguns problemas de falta de mão-de-obra, particularmente do sub-continente indiano e das Índias Ocidentais. O grande desenvolvimento da era moderna deu origem a grandes projectos do novo milénio que mudou a face da cidade. Actualmente, pessoas de todas as origens e idades procuram Londres como uma das mais agitadas metrópoles do mundo.

Londres é uma das cidades mais visitadas do mundo, as suas atracções são famosas e por isso descritas múltiplas vezes de diferentes maneiras. Aqui fica mais uma descrição dos pontos mais interessantes de Londres. Começando a ronda pelo coração do velho império, considere observar o famoso postal de Londres de Houses of Parliament (Parlamento), desde Albert Embankment atravessando o Rio Tamisa na Westminster Bridge, ou desde a mais recente atracção londrina, o London Eye, a roda gigante de onde se consegue actualmente o melhor panorama de toda a cidade e o mais alto (135 m). Voltando à margem onde está o belo edifício, pode visitá-lo. O Palácio de Westminster, como também é conhecido, do arquitecto Charles Barry, foi construído em 1840, num estilo gótico revivalista, para albergar a Câmara dos Lordes e a Câmara dos Comuns. O Big Ben, uma torre de relógio fantástica, é parte do edifício do Parlamento e é provavelmente o mais famoso ex-libris de Londres. Ali perto fica a Westminster Abbey, uma abadia onde sobressai a catedral gótica de 1245, o lugar tradicional das cerimónias de coroação e também para sepultura de monarcas ingleses. Cientistas famosos e escritores estão também sepultados aqui. Caminhando por Victoria Street chega-se a Westminster Cathedral, uma bonita igreja neo-bizantina construída em 1895 para albergar a sede da Igreja Católica em Inglaterra. A torre oferece uma das mais bonitas vistas de sobre Westminster. De volta a Parliament Square, o percurso mais interessante é ao longo de Whitehall, a rua que liga o Parlamento a Trafalgar Square, que é um sinónimo de Governo do Reino Unido a maioria dos ministérios estão aqui. O mais famoso edifício de governo é a residência do primeiro-ministro desde 1721 (Robert Walpole), em Downing Street, Nº 10. A Banqueting House é o único edifício sobrevivente do Palácio de Whitehall que foi a principal residência real desde 1530 a 1698, quando foi destruído por um incêndio. Cabinet War Rooms é um excelente museu vivo dentro do bunker onde Churchill conduziu a guerra, perto de Downing Street e na face de St. James Park. Ali pode observar-se a Sala do Mapa, a Sala do Executivo e o quarto de Churchill. Mais à frente na rua Whitehall chega-se a Horse Guards edifícios elegantes de 1755. Uma colorida mudança de guarda a cavalo (da Guarda Pessoal da Rainha) ocorre no pátio que dá para St. James Park, nos dias úteis às 11h e nos sábados às 10h. Se se despachar rapidamente depois da cerimónia, consegue chegar ainda a tempo de ver a famosa mudança da guarda no Palácio de Buckingham todos os dias às 11h30. O Palácio de Buckingham foi construído em 1702 e é a residência oficial dos soberanos britânicos desde 1837 com a Rainha Victoria. Seguindo pela avenida The Mall desde o Palácio e passando pelo Admiralty Arch, chega-se a Trafalgar Square que é uma das mais famosas praças de Londres. Os destaques são a Coluna de Nelson com 4 leões gigantes, Canada House, South Africa House e National Gallery que alberga um das melhores colecções do mundo de pintura europeia. Dali pode optar por caminhar para Piccadilly Circus, o famoso ponto de encontro com a estátua de Eros e os grandes anúncios de néon. Regent Street e Oxford Street são duas das principais ruas de comércio em Londres com lojas elegantes para todos os gostos. Fazendo um pequeno desvio em Regent Street encontrará Carnaby Street , uma área de comércio com lojas de moda na vanguarda mundial. Mais para norte, Baker Street foi a morada de Sherlock Holmes e ali perto fica o excelente museu de cera Madame Tussaud. No final de Oxford Street, passando Tottenham Court Road, encontrará o British Museum que é o mais antigo (1753) e um dos maiores do mundo com grandes colecções de arte de todos os cantos do mundo e de todos os períodos da história. Em Covent Garden há animação de rua todas as tardes e bonitas lojas, no antigo mercado de flores e vegetais. Ao virar da esquina fica a Royal Opera House e o excelente Museu de Transporte de Londres. Para a noite, o melhor começo tem que ser em Leicester Square onde tudo acontece. Nas suas costas fica o Soho, o bairro que estende do outro lado a Oxford Street, onde se situam grande parte dos teatros, cinemas, pubs, restaurantes, discotecas, clubes de jazz lendários… a escolha é sua, o Soho é efectivamente o centro da vida nocturna londrina. No Soho fica também a Chinatown de Londres.

Agora visitemos a City (of London)… Fleet Street é a principal via de entrada vindo de Westminster. A maioria dos grandes jornais britânicos têm aqui a sua sede. Em algum ponto será surpreendido pela imponência da gigante St. Paul’s Cathedral, construída entre 1675 e 1710 num estilo barroco, um projecto do arquitecto Sir Christopher Wren depois do Grande Incêndio de 1666. Da cúpula grandiosa terá uma das mais fabulosas vistas de Londres, da City, Westminster e o Rio Tamisa. Esta catedral alterna cerimónias oficiais com a Westminster Abbey. Perto da catedral ficam o Bank of England, a Royal Exchange e o coração financeiro de Londres. O Monument é uma coluna dórica de homenagem ao grande incêndio. A Torre de Londres tem sido desde o início da história de Inglaterra: residência real e forte, prisão e lugar de execuções, arsenal de armas e casa das jóias reais. Obteve o nome pela White Tower que foi completada em 1100. As Jóias da Coroa são ali mantidas sob fortes medidas de segurança. Os guardas da Torre, Yeomen of the Guard, também conhecidos como Beefeaters, são veteranos do Exército e “Marines” que guardam a Torre com os mesmos uniformes do século XV. London Walks é uma empresa turística (existem diversas que fazem o mesmo) que organiza uma das mais originais maneiras de explorar a história de Londres a pé, por exemplo a “Jack the Ripper Walk”, uma caminhada guiada que parte da estação de metro Tower Hill. Tower Bridge, um dos famosos símbolos de Londres, foi completada em 1894 e fica ao lado da Torre de Londres. Atravessando esta ponte pode visitar-se algumas atracções da margem sul como o London Dungeon, um museu que mostra os métodos de tortura medievais. A nova ponte Millennium Bridge de Sir Norman Foster é uma ponte pedonal construída em 2001 e fica em frente de St. Paul’s Cathedral. Do outro lado da ponte na margem sul fica a Tate Modern, o famoso museu que alberga uma das melhores colecções de arte moderna do mundo, que abriu em 2000 no imponente edifício da antiga central eléctrica de Bankside, com uma fachada de 200 metros de comprimento. Ao lado da Tate Modern, fica o Globe Theatre, uma réplica construída em 1995 do Teatro original de Shakespeare em Bankside de 1599. Esta zona da cidade oferece um belíssimo passeio sempre junto ao rio que se estende até Westminster Bridge. Fazendo parte do Jubilee Walkway, um percurso turístico criado em Londres sob o patrocínio da Raínha, este passeio junto ao Tamisa chamado Queen’s Walk pode iniciar-se por exemplo junto à Millennium Bridge e passa mais à frente por Gabriel’s Wharf, um nova zona de lojas, restaurantes e animação vária. Continuando passa-se pelo edifício moderno do Royal National Theatre. Aqui é uma boa ideia ir até meio das pontes Waterloo e Hungerford para ter bonitas vistas para os dois lados de Londres nesta privilegiada curva do Tamisa. Finalmente chega-se a London Eye e aos Jubilee Gardens. Mais à frente fica o London Aquarium. Na Westminster Bridge termina Queen’s Walk que é de facto uma nova centralidade em Londres, mas o Jubilee Walkway continua por Albert Embankment até Lambeth Palace.

Agora afastando-nos um pouco do centro, podemos explorar os bairros mais elegantes do Oeste de Londres. Começando em Hyde Park, o maior parque no coração da cidade, pode explorá-lo ao longo do lago chamado Serpentine, ou admirar Marble Arch no extremo oriental do parque, ou simplesmente passar uma manhã de domingo a ouvir e discutir assuntos como política, religião ou qualquer outro no Speakers Corner. Você pode ser também um speaker. Os bairros elegantes de Kensington, Belgravia ou Chelsea são melhor explorados começando a caminhada por Knightsbridge, uma rua que o leva ao Harrods, Victoria and Albert Museum, o excelente Science Museum e também o Natural History Museum. Royal Albert Hall, a sala de concertos mais conceituada de Londres fica também ali. Notting Hill fica mais afastado, sendo melhor ir de metro. É um bairro bonito com charmosas casas vitorianas. Ali fica o mercado de antiguidades de Portobello Road.

No extremo leste de Londres, o moderno metro das Docas (Docklands Light Railway – DLR) leva-o à Isle of Dogs passando por Canary Wharf, o edifício mais alto de Londres (250 m). Esta zona é conhecida como Docklands, nas antigas instalações portuárias da cidade (o porto deslocou-se para jusante), e oferece actualmente modernos escritórios, apartamentos e shoppings, construídos em ilhas no rio ou cais circundados por canais, proporcionando cenários deliciosos. Na estação de DLR Island Gardens, a última na Isle of Dogs, chega-se ao Túnel Pedonal de Greenwich, construído sob o Rio Tamisa e aberto em 1902. Atravesse-o e visite Greenwich. Os maiores destaques deste bairro histórico são o navio Cutty Sark de 1869, o National Maritime Museum (1937) e o Old Royal Observatory, construído em 1675 para albergar o primeiro Astrónomo Real, John Flamsteed. Estes dois monumentos ficam dentro do enorme Greenwich Park. O Meridiano (0º de longitude) passa dentro do Observatório. Uma maneira agradável de regressar a Central London é de barco subindo o Tamisa até Embankment.

Agora, para algo completamente diferente em Londres, experimente uma viagem de barco pelo Regent’s Canal desde Little Venice, um bairro em Paddington, até Camden Town passando pelo Regent’s Park. Quando chegar a Camden Lock (comporta) e o barco descer, estará pronto para explorar o fabuloso Camden Market, provavelmente o mais popular mercado de rua de Londres que se dispersa ao longo de Camden High Street, em redor de Camden Lock, no velho mercado de fruta e vegetais, em antigos estábulos e até em misteriosas galerias sob um viaduto ferroviário.
Pode também experimentar uma visita mais tranquila a Richmond com os seus parques ao longo do Rio Tamisa e os jardins de Kew Royal Botanical Gardens. O Palácio de Hampton Court é uma excelente alternativa para visitar um dos maiores e mais bonitos palácios de Londres, com 500 anos de história real.
Uma descrição de Londres não ficaria completa sem mencionar a fantástica variedade de peças de teatro e musicais disponível no West End de Londres e que muitos são famosos mundialmente com anos consecutivos em cena, como “The Phantom of the Opera”, “Miss Saigon”, “Les Misérables”, “Oliver”, “Sunset Boulevard”, “Mary Poppins” e muitos outros…

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